Alguns fatos que fazem de Marina Silva o "plano b" da esquerda brasileira
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| Foto: PSB |
Como todos os outros partidos, o REDE tem se aproveitado das crises que estão resultando na destruição do PT, mas, tendo um diferencial e propondo uma "nova política", já que segundo o manifesto do partido, a política nacional como um todo sofre descrédito gradativo assim como todo o sistema de representatividade popular.
"São graves os problemas relacionados ao desgaste e ao descrédito da política, dos políticos e do sistema de representação, sobretudo porque afastam grande parcela da sociedade das decisões públicas, quando não a leva ao alheamento e total indiferença às decisões políticas. Permanecem hegemônicas as velhas práticas políticas que vêm do colonialismo, do populismo, do racismo, do totalitarismo e outras formas de dominação e corrupção que ainda configuram uma cultura arraigada e difícil de mudar. O processo de construção da nossa república ainda está incompleto." -Manifesto REDE
Quando fala da participação popular nas decisões públicas, estaria o REDE se referindo ao Decreto de Conselhos Populares de Dilma Roussef? O mesmo que Marina Silva elogiou juntamente com partidos como PSOL, PCdoB e PROS? Provavelmente..
Você pode conferir o manifesto do partido na íntegra clicando aqui.
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| Foto: Estadão |
Vejamos alguns outros pontos:
No início da sua carreia política, Marina Silva fez parte do PRC (Partido Revolucionário Comunista), ao lado do sindicalista Chico Mendes.
Foi uma das fundadoras da CUT no Acre, juntamente com Chico mendes, de quem seria vice.
No final da década de 80, já fazia parte do seu partido pai, o PT, onde foi vereadora em 1988.
Também pelo PT, foi eleita deputada estadual.
Em 1995, foi eleita senadora pelo Partido dos Trabalhadores, e tornou-se a mais jovem senadora do país, aos 36 anos. Tendo mandato renovado, ficou no senado até 2011.
Marina Silva seguiu sua carreira no PT onde ficou até o ano de 2009, sendo ministra do governo Lula. Mas nem escândalos como o mensalão, tiveram respaldo suficiente para enfraquecer a fidelidade de Marina ao PT, e o fato que culminou na sua renuncia ao Ministério do Meio Ambiente não foi a corrupção, nem os desvios, e nem a barganha de cargos, mas sim o fato do então presidente Lula não dar muita atenção a seus apelos ambientais.
Após romper com o PT, filiou-se ao PV (partido de centro-esquerda), onde foi candidata a presidência no ano de 2010.
Em 2013 articulou para a fundação do seu partido, o Rede Sustentabilidade (também de centro-esquerda), que seria melhor classificado como um partido eco-socialista.
O manifesto do Rede ainda faz menções como "democratização do acesso à terra", "ampliação dos processos de participação da sociedade nas decisões do governo" (fazendo nova menção ao Decreto de Participação Popular que foi derrubado em 2014), entre outas questões que semeiam dúvidas na declaração de alguém que propõe uma nova política.
Ivan Nevton
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